domingo, 5 de janeiro de 2014


A Lua Minguante e Crescente
Olhei pro céu e vi que como tudo, mudava também a lua. Até hoje não sei como funciona a cheia das marés que regem seu ciclos, muito menos como identificar a tênue forma que separa a minguante da crescente. Naquele momento um pensamento me ocorreu e me dirigi à ela, não essa de fases que me confundia, mas aquela que divide com o sol a árdua tarefa de ser mensageira do tempo e é peça fundamental no nosso mapa astral (dizem).
Pedi que, se crescente fosse, que fizesse brotar, crescer e florear caminhos. Que fizesse crescer amizades sinceros, divertidas, parceiras. Que fizesse crescer a sorte, que nuncatemos em demasia (a não ser que você tenha ganhado na megasena - aí você pode sair dessa fila). Que expandisse o foco, que aliado a uma determinação crescente, há de atrair o sucesso contínuo.
Se fosse minguante, que minguasse as autocríticas, o cinismo e a falsidade. Entre mim e o espelho, e também entre os outros. Que tirasse as forças da caretice, da vontade de controlar a vida (novamente a minha e a dos outros), o preconceito, a miséria, a falta de compaixão e de qualquer coisa em que acreditar. 
Combinando essas luas que eu ao mesmo tempo considerei e ignorei, apenas por acreditar em um sentido outro, lembrei de uma prece para encerrar a conversa:
Amor, perdão, união, fé, verdade, esperança, alegria e luz apenas sendo. E não adquirindo sentido pelo contraste do ódio, ofensa, discórdia, dúvida erro, desespero, tristeza e trevas.

Feliz ano.